CAPÍTULO 1

PÓLO PRODUTOR DA REGIÃO OESTE DO ESTADO DE MATO GROSSO

 

 

 

1.1           ANÁLISE DE ROTAS ALTERNATIVAS PARA ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO DE SOJA

 

1.1.1          Localização e Situação Atual

 

Neste item procurou-se analisar a movimentação de soja produzida nos municípios citados no Quadro 2, a seguir, e localizados na região Oeste do Estado de Mato Grosso, com pólo em Campo Novo do Parecis, com base em dados de produção publicados pelo IBGE, para o ano de 1999 e ajustados para 2000.

 

Considerando que a produção de soja na região, foi de cerca de 2,95 milhões de toneladas, das quais 6% (0,18 milhão de toneladas), foram absorvidas pelo mercado interno, perdas e sementes, os excedentes exportáveis de 2,77 milhões de toneladas, foram destinados aos portos de Rotterdam e Shangai, na proporção de 80% (2,22 milhões de toneladas), e 20% (0,55 milhão de toneladas), respectivamente, conforme o comportamento do mercado internacional de soja nos últimos anos.

 

1.1.2           Rotas Alternativas de Transporte

 

Nos Quadros 3, 4, 5, e 6, apresentam-se, respectivamente, as despesas médias relacionadas aos fretes e aos dispêndios com o consumo energético no transporte para os portos de Rotterdam e Shangai, enquanto que na Figura 2, são indicadas as rotas alternativas utilizadas no escoamento de soja da região, exportada no ano de 2000, desde a origem até os portos de destino.

 

 

1.1.3          Justificativa

 

O objetivo da análise é oferecer elementos que orientem a iniciativa privada e as autoridades ligadas ao setor, na priorização de investimentos direcionados às alternativas de escoamento que venham propiciar melhorias no desempenho do transporte.

 

Verificou-se que, para o ano 2000, caso fosse utilizada a alternativa de transporte cuja integração modal, rodovia BR-364 e a hidrovia rio Madeira/Amazonas que produz a menor despesa para o escoamento de 70% do volume exportado para o porto de Rotterdam, a economia total seria de aproximadamente US$ 10,85 milhões, em relação a segunda rota de menor custo e de US$ 1,95 milhão, para o porto de Shangai, da mesma forma comparando a alternativa de integração rodo-hidroviária, com os rios Madeira/Amazonas, em relação a segunda alternativa de menor custo.

 

Os Quadros 7 e 8, apresentam as economias geradas durante o ano de 2000, decorrentes da hipótese de utilização da alternativa de transporte de menor frete.

 

 

1.1.4           Objetivos e Metas

 

·         utilização das modalidades de menor consumo energético;

·         redução das despesas do país com fretes;

·         competitividade dos produtos no mercado internacional.

 

 

1.2           INVESTIMENTOS

 

No Orçamento 2001, os recursos aprovados são da ordem de R$ 68,55 milhões, com aplicação nos portos de Vitória e Santos, na hidrovia do rio Madeira e em trechos das BR’s-364/116 e BR’s 163/262 (Contorno de Campo Grande).

 

No Plano Plurianual - PPA 2000/2003, os recursos previstos são da ordem de R$ 89,67 milhões, compreendendo ações nas BR’s-364/174/365, bem como nos portos de Vitória, Santos e Porto Velho.

 

Existem recursos alocados no Programa Avança Brasil, da ordem de R$ 60,80 milhões, para a recuperação de 450 km das rodovias BR’s 364/163, nos trechos que ligam a zona da Chapada do Parecis, em Mato Grosso a rio Branco, no Acre, passando pelo porto de Porto Velho. Existe também alocação de recursos no mesmo Programa, para a conclusão das obras da hidrovia do rio Madeira, no valor de R$ 24,00 milhões.

 

 

 

 

1.3                         SITUAÇÃO FUTURA

 

O Quadro 9, mostra a estimativa da produção de soja projetada para o ano de 2015.

  

Considerando que a produção de soja na região, projetada para 2015, será de cerca de 7,75 milhões de toneladas, das quais 6% (0,46 milhão de toneladas), deverão ser absorvidas pelo mercado interno, perdas e sementes, os excedentes exportáveis de 7,28 milhões de toneladas, serão destinados aos portos de Rotterdam (Holanda) e Shangai (China), na proporção de 60% (4,37 milhões de toneladas), e 40% (2,91 milhões de toneladas), respectivamente,, conforme estimativa do comportamento do mercado internacional de soja no futuro.

 

Nos Quadros 10, 11, 12 e 13, são apresentados os dados referentes as despesas com fretes e aos dispêndios energéticos, respectivamente, para os portos de Rotterdam e Shangai e a Figura 3, indica as alternativas de transporte selecionadas para o ano de 2015.

 

 Os Quadros 14 e 15, apresentam as estimativas das economias que poderão ser geradas no ano de 2015, decorrentes da hipótese de utilização da alternativa de transporte de menor frete.

 

Do resumo dos valores de frete e consumo energético, se conclui que no aspecto do frete a movimentação pela hidrovia Tapajós/Amazonas, se apresenta bem mais vantajosa, apesar de ter um gasto maior com combustíveis que chega em 2015, a 1,31% da economia com frete para Rotterdam e a 4,41% para Shangai.

 

 

 

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