CAPÍTULO 9

PÓLO PRODUTOR DA REGIÃO SUL DOS ESTADOS DO MARANHÃO E DO PIAUÍ

 

 

 

9.1           ANÁLISE DE ROTAS ALTERNATIVAS PARA ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO DE SOJA

 

9.1.1          Localização e Situação Atual

 

Neste item procurou-se estudar a movimentação da soja produzida nos municípios citados no Quadro 112, a seguir, e localizados na região Sul dos estados do Maranhão e do Piauí, com pólo em Balsas/Uruçuí, com base em dados de produção publicados pelo IBGE, para o ano de 1999 e ajustados para 2000.

 

Considerando que a produção de soja na região, foi de cerca de 0,51 milhão de toneladas, das quais 6% (0,03 milhão de toneladas), foram absorvidas pelo mercado interno, perdas e sementes, os excedentes exportáveis de 0,48 milhão de toneladas, foram destinados aos portos de Rotterdam e Shangai, na proporção de 80% (0,38 milhão de toneladas), e 20% (0,10 milhão de toneladas), respectivamente, conforme o comportamento do mercado internacional de soja nos últimos anos.

 

 

9.1.2            Rotas Alternativas de Transporte

 

Nos Quadros 113, 114, 115 e 116, apresentam-se, respectivamente, as despesas médias relacionadas aos fretes e aos dispêndios com o consumo energético, no transporte para os portos de Rotterdam e Shangai, enquanto na Figura 18, são indicadas as rotas alternativas utilizadas no escoamento da soja da região, exportada no ano de 2000, desde a origem até os portos de destino.

 

 

9.1.3          Justificativa

 

O objetivo da análise é oferecer elementos que orientem a iniciativa privada e as autoridades ligadas ao setor, na priorização de investimentos direcionados às alternativas de escoamento que venham propiciar melhorias no desempenho do transporte.

 

No caso da exportação de soja do pólo de Balsas/Uruçuí, não foi calculada a economia gerada no transporte, em razão do escoamento do produto, em 2000, ter sido realizado exclusivamente, através do porto de Ponta da Madeira.

 

 

9.1.4            Objetivos e Metas

 

·         utilização das modalidades de menor consumo energético;

·         redução das despesas do país com fretes;

·         competitividade dos produtos no mercado internacional.

 

 

9.2           INVESTIMENTOS

 

No Orçamento 2001, os recursos aprovados são da ordem de R$ 57,40 milhões,  (+ Ferrovia Norte Sul – Imperatriz – Senador Canedo = R$ 39,60 milhões), com aplicação nos portos de Fortaleza (Mucuripe), Ponta da Madeira e Recife e em trechos das BR’s-232/116.

 

No Plano Plurianual - PPA - 2000/2003, os recursos previstos são da ordem de R$ 15,20 milhões, (+ Ferrovia Norte Sul – Imperatriz Senador Canedo = R$ 44,60 milhões), compreendendo ações na BR-232, bem como nos portos de Ponta da Madeira, Fortaleza (Mucuripe) e Recife.

 

Existem recursos previstos no Programa Avança Brasil, da ordem de R$ 222,40 milhões, incluindo o trecho da ferrovia Norte-Sul, entre Senador Canedo e Imperatriz, no Maranhão, e a conclusão de 156 km da rodovia BR-153.


 

 

9.3          SITUAÇÃO FUTURA

 

O Quadro 117, mostra a estimativa da produção de soja projetada para o ano de 2015.

 

Considerando que a produção de soja na região, projetada para 2015, será de cerca de 3,80 milhões de toneladas, das quais 6% (0,23 milhão de toneladas), deverão ser absorvidas pelo mercado interno, perdas e sementes, os excedentes exportáveis de 3,57 milhões de toneladas, serão destinados aos portos de Rotterdam e Shangai, na proporção de 60% (2,14 milhões de toneladas), e 40% (1,43 milhão de toneladas), respectivamente, conforme estimativa do comportamento do mercado internacional de soja no futuro.

 

Nos Quadros 118, 119, 120 e 121, são apresentados os dados referentes às despesas com fretes e os dispêndios energéticos, respectivamente, para os portos de Rotterdam e Shangai e a Figura 19, indica as alternativas selecionadas para o ano de 2015.

 

Os Quadros 122 e 123, apresentam a estimativa das economias que poderão ser geradas no ano de 2015, decorrentes da hipótese de utilização da alternativa de transporte de menor frete.

 

Convém esclarecer que apesar de não haver economia gerada pela diferença de frete entre as alternativas que demandam ao porto de Ponta da Madeira, a rota rodoferroviária é mais econômica no aspecto de gastos totais com combustíveis.

 

 

 

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