INTRODUÇÃO

 

 

 

ANÁLISE DE ROTAS ALTERNATIVAS PARA ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO DE SOJA

 

 

OBJETIVOS

 

Analisar a movimentação de soja, para os anos 2000 e 2015, nos principais eixos de transporte que compõem os Corredores Estratégicos de Desenvolvimento, com enfoque na escolha de alternativa de escoamento da produção da área de influência do Corredor que, comparada às demais, permita ao País uma redução de despesas com fretes e gastos com combustíveis, desde a origem até o porto de destino.

 

Considera todas as modalidades de transporte possíveis, praticando a intermodalidade, na busca de maior competitividade dos produtos brasileiros no exterior e de economia de divisas com a importação de petróleo.

 

Oferecer elementos capazes de orientar a iniciativa privada e as autoridades ligadas ao setor, na priorização de investimentos direcionados às alternativas de escoamento que propiciem melhorias no desempenho do transporte.

 

Metodologia Utilizada

 

·         Procurou-se estudar a movimentação da soja produzida nos municípios que compõem a área de influência dos pólos regionais de grande potencial agrícola (Figura 1), com base em dados de produção fornecidos pelo IBGE para o ano de 1999 e ajustados para 2000. Em seguida, analisou-se a movimentação da produção projetada da mesma área para o ano 2015;

 

·         Desconsiderou-se, no estudo, as regiões de produção tradicional como Paraná e Rio Grande do Sul, em razão do escoamento da soja nessas áreas, já está sendo realizado, na medida do possível, através das alternativas de menor custo de transporte;

 

·         Considerou-se que da soja produzida nas regiões analisadas, cerca de 6% foram absorvidas pelo mercado interno, perdas e sementes. Os excedentes exportáveis foram destinados aos portos de Rotterdam (Holanda) e Shangai (China) na proporção de 80% e 20%, respectivamente, conforme o comportamento do mercado internacional de soja nos últimos anos;

 

·         Levantaram-se as rotas alternativas utilizadas no escoamento da soja da região, exportada  no  ano de 2000,  desde a origem  até os portos de destino e, a seguir, as despesas médias relacionadas aos fretes e aos dispêndios com o consumo energético no transporte. Para o patamar de 2015 foram selecionadas outras rotas, tendo em vista a recomendação de novos projetos e a identificação de novas alternativas de escoamento em função dos investimentos futuros previstos pelo Governo na área de transportes;

 

·         Adotou-se a mesma metodologia para as simulações de fluxos realizadas no estudo Corredores Estratégicos de Desenvolvimento e, considerou-se que 70% do volume movimentado foi transportado através de cada rota selecionada, uma vez que, por observação empírica, cerca de 30% em geral é escoado por diversas rotas e modalidades de transporte, de acordo com o interesse comercial do proprietário da carga;

 

·         Calcularam-se as economias geradas pela diferença entre a rota de menor custo e a segunda melhor alternativa para o ano base 2000 e para 2015, considerando as premissas adotadas, ou seja, 70% do volume exportado pelas rotas selecionadas;

 

·         Concluiu-se, com o  levantamento dos investimentos programados no Orçamento de 2001, no Plano Plurianual – PPA – 2000/2003 e no programa Avança Brasil – até o horizonte de 2007.

 

 

 

Corredores Estratégicos